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GCE assina o Acordo de Glasgow

O Acordo de Glasgow foi assinado ontem, 16 de Novembro, por mais de 80 organizações, as quais se comprometeram a criar um plano que visa reduzir as emissões globais de gases de efeito de estufa para 50% até 2030.


Numa altura em que instituições internacionais e governos colocaram, novamente, a sua ação contra as alterações climáticas em suspenso, mais de 80 organizações e movimentos comunitários assinaram um acordo para parar o caos climático.

Ao subscrever o Acordo de Glasgow, estas organizações pretendem desenvolver inventários, adaptados ao paradigma climático do seu país, que indicarão quais as infraestruturas e setores que devem ser encerrados na próxima década e criarão também uma agenda climática para alcançar a redução necessária de emissões.


Este novo passo dado pelo movimento em prol da justiça climática engloba inúmeras plataformas, tais como: MOCICC (Peru), Plataforma Boliviana frente al Cambio Climatico (Bolívia), Alianza Mexicana contra el Fracking e Rebelión por el Clima (Espanha). Além disso, estão também envolvidos muitos núcleos do Fridays for Future (EUA, Brasil, Espanha, Irlanda, Portugal, Uganda, Argentina, Filipinas, França, Bélgica, Roménia e Países Baixos), diversos departamentos do Extinction Rebellion (Gales, Irlanda, Gâmbia, Espanha, Países Baixos e várias cidades alemãs) e, ainda, múltiplos movimentos, ONGs e sindicatos como o Climáximo, Code Rood, Acción Ecológica, Ecologistas en Acción, ATTAC Maroc, Rising Tide UK, LINGO, Fundação Arayara, ELA Euskal Sindikatua, South Durban Community Environmental Alliance, Justiça Ambiental e HOMEF.


Este Acordo é reforçado pela diversidade de movimentos que o apoiam, havendo assim um foco na criação de um plano de ação concreto para a próxima década que impedirá a exploração insana de combustíveis fósseis de levar a nossa civilização ao colapso.


Dentro de três meses, os signatários do Acordo irão apresentar o seu primeiro inventário de emissões relativo ao seu território, iniciando depois o processo político e social de construção de uma agenda climática de raiz, a qual não responderá apenas à crise climática mas também às crises sociais, de saúde, ambientais e económicas que têm assolado as últimas décadas do neoliberalismo.

A Greve Climática Estudantil tem como objetivo lutar pela justiça climática e tornar Portugal num país mais sustentável a todos os níveis, implementando medidas que permitam impedir o avanço das alterações climáticas. Acreditamos que este é um dos próximos passos mais importantes para o movimento pela justiça climática a nível internacional, e comprometemo-nos a trabalhar neste projeto de articulação internacional, construindo o inventário e a agenda climática.

Estamos também entusiasmadas para nos podermos coordenar com tantas organizações que desempenham um trabalho importantíssimo em cada um dos seus territórios, em especial com aquelas que atuam nos países do Sul Global com os quais Portugal tem uma dívida histórica e ecológica.

Estamos cansadas de esperar pelos planos que nunca mais chegam. Está na hora de sermos nós a tomar as rédeas e de deixarmos de aceitar as desculpas que têm atrasado a ação climática nas últimas três décadas, colocando-nos à beira do abismo. Nós somos aquelas de quem estávamos à espera!

Para saber mais: https://glasgowagreement.net/pt/

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